InícioEntrevistasRitmo Guarânia: conheça Exátomos e assista ao videoclipe encantador

Ritmo Guarânia: conheça Exátomos e assista ao videoclipe encantador

Essa composição e videoclipe em ritmo guarânia certamente vai te encantar. Principalmente porque enfrentar os desafios da pandemia não foi para ninguém. Mas você já imaginou como foi esse desafio para os músicos e outros artistas?

Para os artistas do projeto Margaridárida, esse momento complicado e desafiador tem sido de criação, sensibilidade e amor, muito amor! E foi assim que surgiu a música Exátomos, lançada em uma live no último dia 10 de setembro e fruto da parceria do poeta, fotógrafo, entrevistador e videomaker Vitor Miranda e do músico, ator e produtor Eduardo Lopes Touché.

Leia mais: Escute Margaridárida, um poema envolvente e romântico que traduz em metáforas o ato do amor

Sobre a composição musical e o Ritmo Guarânia

Segundo Toché, que musicou a poesia do Vitor, a música surgiu à mente logo na leitura do poema. “Ali me sugeriu uma valsa para ambientar a dança dos átomos. Vejo e sinto nas poesias do Vitor muito ritmo e um jogo de palavras muito interessante, o que facilita muito a composição e quase nada da estrutura poética é alterada ao se tornar canção”, disse o músico.

De acordo com o artista, “o ritmo da música lembra muito a guarânia, estilo musical pantaneiro que se ouve muito em canções que exaltam a natureza”, explicou.

Touché também enfatizou que o clipe mostra bem a exuberância da natureza, revelando que as imagens foram feitas no quintal da casa dele. “Captei seres quase imperceptíveis, formados por aglomerados de átomos, que ganham destaque na lente macro de um celular. As imagens, o quase invisível, a música, o invisível”, revelou.

Leia mais: Daniela Ribeiro fala sobre seu novo single: Dona do Prazer

A inspiração para a poesia

Já o autor da poesia, Vitor Miranda, nos explicou como surgiu a inspiração para algo tão complexo e sensível. “Uma vez li que os átomos não se encostam e fiquei maravilhado com o mar. Da gente entrar no mar e sair molhado. Da gente ser repleto de vazios. Dos átomos da pedra, do mar, de tantas outras coisas que existem irem completando um espaço atômico na formação do meu corpo físico enquanto partículas de mim foram deixadas em outros seres, em outras coisas. Foi daí que nasceu a exatidão dos átomos: Exátomos.”

Segundo o poeta, a parceria dele com o Touché é a vida em eterna completude. “Quando o Touché compõe a música de meus poemas se dá essa completude de vazios. Novos vazios surgem. Novas formas se completam e tudo isso nasce da contemplação que nos é permitida quando confrontamos a aceleração do tempo. É uma contemplação leiga de quem não entende a teoria a fundo, mas entende o milagre da natureza das coisas ao se permitir olhar. Isso é o que faz o poeta. É isso que faz um músico compositor como o Touché entender a essência do poema e tirar as palavras para dançar”, disse.

O projeto está sendo ainda mais desafiador devido a necessidade do distanciamento social. Os envolvidos estão em diversos lugares: São Paulo, Londrina, Curitiba, Goiânia e Cornélio Procópio.

A produção da música foi feita por Giovani Nori, que também gravou as guitarras. Na bateria, Andryelson Nori, no baixo, Bê Muller e no acordeon, João Salles. A finalização foi feita no MOP Studio, com Pedro Melo.

Leia mais: O que a gente não faz para vender um livro?

Assista o videoclipe dessa guarânia

Lindo, não é mesmo?

O Vitor também comentou da captação das imagens e da delicadesa do Touché de observar os pequenos detalhes e usar o celular equipado com uma pequena lente macro.

Leia mais: Encontro de gerações poéticas: Banda da Portaria lança “Vida” em parceria com Alice Ruiz

Sobre a produção do vídeo de Exátomos

“As imagens foram captadas pelo celular do Touché e enviada para mim que as recebi e fui editando. A gente ia assistindo e pensando em mais imagens que poderiam completar os vazios e ele foi criando coisas como as bolhas coloridas e registrando outras coisas que iam aparecendo”, comentou.

Para ele, “o ofício do fotógrafo é semelhante ao do poeta ao confrontar o tempo para poder contemplar as coisas que a natureza nos proporciona, como por exemplo o momento em que a aranha se alimenta de uma formiga”, disse.

O poeta também explicou que para eles a parceria a distância é muito natural. “Musicalmente as pessoas já poderiam fazer isso, mas não era um costume, acho. O momento da pandemia veio nos colocar nessa situação e nesse tempo das coisas que nos propiciou trabalhar dessa forma”, disse Vitor. “O Andryelson gravando a bateria quando estava em Goiânia, o Giovani Nori produzindo e gravando a guitarra em Londrina, o Bê Müller gravando o baixo em Curitiba, o João Sales gravando o acordeon em Londrina e o Touché em Cornélio Procópio”, concluiu Vitor.

Segundo os artistas, a parceria vai continuar nesse formato e as produções serão mais frequentes de agora em diante, pois possibilita a inclusão social artística de pessoas que vivem em cidades como Cornélio Procópio e muitas outras espalhadas pelo Brasil, que não tem o mínimo respeito com o setor cultural.

Leia mais: Os caminhos percorridos pelo poeta Vitor Miranda em seus 10 anos de arte e poesia

Gostou do conteúdo? Compartilhe com amigo e familiares! 

Fernanda Calandro
Fernanda Calandrohttps://gazetadiaria.com/
Profisisonal de Marketing de Conteúdo. Apaixonada por cachorros, comida, tecnologia, marketing, soluções simples e inovadoras. Online desde 1997 | Escrevo para web desde 2014. Contato: [email protected]

RELACIONADOS